Notícia atualizada às 22:40

Algumas habitações e espaços comerciais de Vizela sofreram esta quarta-feira à tarde prejuízos ao serem inundados por linhas de água que atravessam a área urbana. O mau tempo provocou também quedas de muros.

«As linhas de água da cidade não foram capazes de escoar a quantidade de chuva que caiu, o que levou os ribeiros a galgaram as margens», explicou à Lusa Paulo Oliveira, comandante dos Bombeiros de Vizela.

O comandante explicou que a subida da água, com origem em dois ribeiros subterrâneos, ocorreu cerca das 19:00, após uma forte chuvada e atingiu cerca de 20 centímetros.

O forte caudal apanhou os residentes desprevenidos, provocando estragos, sobretudo em estabelecimentos comerciais de restauração e vestuário.

Alguns dos estragos verificaram-se na Praça da República, no centro da cidade.

O comandante dos Bombeiros de Vizela afirmou que não há vítimas a registar, mas os danos materiais «são avultados».

Noite dentro, os bombeiros de Vizela continuam a proceder a trabalhos de limpeza e bombagem de água em casas e estabelecimentos comerciais que foram inundados no centro da cidade.

«Ainda temos meios a trabalhar, mas esperamos que dentro de uma hora a situação fique normalizada», afirmou à Lusa, pelas 22:00.

Nos trabalhos estão a ser utilizadas bombas para retirar água de garagens e lojas, incluindo de cafés e restaurantes da Praça da República, no centro da localidade.

As sarjetas também estão a ser desobstruídas, para permitirem um melhor escoamento da água.

Nas últimas horas, os bombeiros auxiliaram moradores confrontados com a água que entrava nas habitações situados em alguns arruamentos, como a Rua Pereira Caldas e a Avenida Abade de Tagilde.

«Agora as coisas estão mais calmas», observou, adiantando não haver famílias desalojadas.