O Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria registou esta terça-feira cerca de 120 ocorrências na sequência do mau tempo, grande parte relacionada com inundações, disse à agência Lusa o responsável do organismo.

«Das 00:00 às 17:30 de hoje foram registadas cerca de 120 ocorrências, a grande parte relativas a inundações, mas também houve situações de quedas de árvores, deslizamentos de terra e quedas de estruturas, postos e cabos elétricos», informou Sérgio Gomes.

Os concelhos mais atingidos foram Pedrógão Grande, Pombal, Leiria, Marinha Grande, Alcobaça, Caldas da Rainha, Bombarral e Peniche, adiantou o responsável.

«As situações que envolveram socorro a pessoas tiveram lugar na Marinha Grande, onde uma inundação numa residência provocou cinco desalojados e três deslocados para uma casa de familiares, a retirada de 13 pessoas do hotel Termas da Piedade, em Alcobaça, e ainda de duas pessoas que estavam num veículo e que ficaram impossibilitadas de prosseguir viagem porque a zona inundou», declarou.

Segundo Sérgio Gomes, o trânsito automóvel está cortado na nacional 2, em Pedrógão Grande, na nacional 8 no Paul, Bombarral, e em Mendalvo, Alcobaça, e ainda na 361 em Sanguinhal, Bombarral.

«Há outras vias municipais cortadas e condicionadas, estando cortado o nó de acesso à autoestrada 8 em Bombarral Sul», apontou, referindo que «estes cortes são provocados ou por deslizamentos de terra ou por inundações».

Também na linha ferroviária do Oeste chegou a estar impedida esta tarde a circulação de comboios, situação já ultrapassada.

O comandante distrital notou que «a chuva diminuiu de intensidade durante a tarde, como se previa, mas vai haver ainda uma melhoria mais significativa, sendo que nos rios e ribeiras a situação das águas de escorrência poderá demorar mais algum tempo».

O comandante dos Bombeiros Municipais de Leiria, Artur Figueiredo, acrescentou que, devido à chuva intensa, os rios Lis e Lena atingiram a cota máxima, tendo transbordado em algumas zonas, como na Barosa ou na Estação, e inundou alguns campos agrícolas.

«Neste momento [pelas 17:00] não há casas em risco, mas estamos a acompanhar a situação e, em alguns locais, estamos a proceder a trabalhos para minimizar esta cheia», explicou Artur Figueiredo, apontando a interdição de estradas, a limpeza ou o reforço com terra de taludes.

O responsável adiantou que no Centro Municipal de Operações de Socorro, na sede da corporação, se procura «dar resposta, através dos corpos de bombeiros, a todas as solicitações», sublinhando não existirem vítimas.

«A preocupação incide junto aos rios Lis e Lena e seus afluentes», declarou, apelando aos automobilistas para circularem com «muita precaução».