A Proteção Civil de Lisboa registou, entre as 15:00 de quarta-feira e as 08:00 de hoje, 197 ocorrências devido à chuva, informou fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

«Desde o início do alerta amarelo, e até às 08:00, registámos 197 ocorrências, mas são situações normais para a época do ano que atravessamos, desde que se verifique chuva», disse fonte do CDOS, salientando que «nenhum dos casos é preocupante».

Fonte dos Bombeiros Sapadores de Lisboa reforçou, também, que nenhuma das ocorrências registadas pela corporação durante a manhã de hoje foi preocupante.

«Acorremos sobretudo a caleiras e algerozes entupidos, que provocaram pequenas inundações, e à queda de árvores», disse.

Deslizamentos de terras e quedas de muros em Arcos de Valdevez

O mau tempo já provocou mais de uma dezena de ocorrências em várias freguesias de Arcos de Valdevez, como quedas de muros e deslizamentos de terras, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara.

«Temos pessoal no terreno em operações de contenção, reparação e sinalização, mas não há registo de prejuízos de maior para privados. Estamos a falar de quedas de muros, deslizamentos de terras e alguns pontões afetados», explicou João Esteves.

Segundo o autarca, a situação é fruto do mau tempo dos últimos dois dias e provocou mais de uma dezena de casos de maior gravidade. «São prejuízos sobretudo em equipamentos públicos, como estradas e outras estruturas, que estamos a tentar resolver de forma a libertar as vias afetadas», acrescentou.

Segundo fonte da autarquia, a «elevada precipitação» verificada nos últimos dias tem vindo a provocar, também, o deslizamento de material rochoso em diversos locais do concelho, provocando o «condicionamento das vias de comunicação».

As freguesias de Vale, Ermelo e Soajo são as mais afetadas no concelho, precisou a fonte.

«Equipas municipais encontram-se a trabalhar no terreno para conseguirem desimpedir, o mais breve possível, as vias condicionadas», garante a autarquia de Arcos de Valdevez.

Acrescentou que «para fazer face às ocorrências« encontra-se no terreno a equipa do Serviço Municipal de Proteção Civil e as equipas da Divisão Obras Municipais e Conservação do Património.

«No entanto, dado o elevado número de ocorrências, algumas das quais com gravidade, foi solicitado o apoio a empresas privadas», explicou ainda a Câmara.