Trinta estradas do continente continuam hoje cortadas ou condicionadas devido a inundações e desmoronamentos causados pelo mau tempo nas últimas semanas, segundo um balanço da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

De acordo com informação disponibilizada na página da ANPC na Internet, 28 estradas estão cortadas e duas condicionadas nos distritos de Santarém, Viseu, Leiria, Lisboa, Aveiro, Castelo Branco e Coimbra.

A ANPC informa que no distrito de Santarém estão cortadas estradas nacionais e caminhos junto aos municípios da Golegã, Santarém, Cartaxo, Torres Novas e Coruche devido a inundações.

Também no distrito de Santarém, estão condicionadas por inundações um caminho de acesso à Ribeira de Santarém e a Estrada Nacional (EN) 365, zona do Pombalinho, em Vale Figueira.

No distrito de Viseu, estão cortadas a EN 333-3, em Valadares, São Pedro do Sul, devido à queda de inertes, a Estrada Municipal (EM) 554 -1, em Resende, devido a um deslizamento de terras, e a EN 222, entre a Foz do Rio Torto e o cruzamento de Valença do Douro, Tabuaço, devido à construção de um muro de suporte de terras.

Ainda no distrito de Viseu, estão cortadas duas estradas em São Pedro do Sul, devido a um desabamento de terras.

A Proteção Civil adianta também que no distrito de Leiria existem seis estradas e caminhos cortados devido a inundações, uma em Pombal por deslizamento de terras e outra por supressão do pavimento.

Também a EN 3-1 em Alqueidão, Azambuja, distrito de Lisboa está cortada devido a inundação.

No distrito de Coimbra, estão cortadas quatro estradas em Montemor-o-Velho, Figueira da Foz e Mira por inundação e outra em Miranda do Corvo por desmoronamento.

De acordo com a ANPC, estão também cortadas as estradas municipais entre o Túnel do Sardão e Oronhe e entre Campo e Recardães, Águeda, devido a inundações causadas pelo mau tempo.

Também a EN 238, entre Vale da Ursa e Cernache do Bonjardim, distrito de Castelo Branco, está cortada devido a um deslizamento de terras.

Apesar de o estado do tempo ter melhorado no continente, a proteção civil mantém o nível de alerta azul do Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo.

De acordo com a proteção civil, a manutenção dos caudais debitados pelas barragens e a ausência de precipitação poderá ajudar o escoamento das águas dos locais onde ainda se verifica a situação de inundação.

Os constrangimentos ainda sentidos, realça a proteção civil, devem-se à dificuldade de escoamento em algumas zonas afetadas pelo episódio de cheia e que as vias municipais ou rurais, pela sua morfologia, tendem a ter maior dificuldade na drenagem das águas.

A Proteção Civil mantém o apelo às populações para que não atravessem, com viaturas ou a pé, estradas ou zonas alagadas e que se mantenham informadas sobre o evoluir da situação.