O comandante operacional distrital (CODIS) de Operações de Socorro de Coimbra, Carlos Luís Tavares, disse esta terça-feira que uma eventual cheia no Baixo Mondego «só se verificará» se houver um aumento da pluviosidade nos próximos dias.

Contudo, isso não deverá acontecer «se as condições meteorológicas se mantiverem» como previsto, com tendência para «um desaceleramento até sexta-feira», adiantou Carlos Luís Tavares à agência Lusa, ao início da noite.

O responsável promoveu esta terça-feira uma reunião «com caráter preventivo e informativo» com representantes da GNR, Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e serviços municipais de Proteção Civil de Soure, Montemor-o-Velho, Figueira da Foz e Coimbra para analisar a possibilidade de ocorrência de cheias nas localidades banhadas pelo rio Mondego.

Segundo Carlos Luís Tavares, o oficial de ligação da APA, que coordena as descargas do açude ponte de Coimbra e da barragem da Aguieira, esta a montante da cidade, informou que não existe risco de cheia caso se mantenha a tendência para a chuva diminuir nos próximos dias.

«É expectável que a situação se mantenha», disse o comandante à Lusa, defendendo que os serviços locais de Proteção Civil «deverão continuar alerta».

A quantidade de água debitada no açude ponte de Coimbra ronda os 1.000 metros cúbicos por segundo, acrescentou.

No distrito de Coimbra, a chuva intensa que se verificou nas últimas horas provocou cortes de estradas nos municípios de Mira, Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, devido a inundações, e de Miranda do Corvo, onde a estrada nacional 17-1 sofreu um aluimento.