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Inundações em Lisboa: bombeiros sem mãos a medir

«Há muita gente aflita». Circulação do metro está interrompida. Envie-nos vídeos e fotos

Por: Luísa Melo / e ASS  |  18- 10- 2008  15: 18

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Inundações em Lisboa

[ACTUALIZADO ÀS 17h00]

As linhas telefónicas da Protecção Civil e dos Bombeiros de Lisboa não pararam nas primeiras horas desta tarde de sábado com pedidos de ajuda da população devido às inundações causadas pelas chuvas fortes. Ao nosso jornal, fonte dos Sapadores informou que «há muitas inundações e muita gente aflita», não querendo entrar em mais detalhes. Taxistas do Saldanha disseram à Lusa que choveram «pedras bastante grandes de granizo» cerca das 15:00.

Veja aqui o vídeo das inundações na zona do Campo Pequeno:



O número de chamadas de pessoas que se queixam de inundações é «incalculável» e «não há mãos a medir» para acorrer a estas situações pelo que os Sapadores tiveram de pedir auxílio ao Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Lisboa, acrescenta a Lusa.

O PortugalDiário sabe que na zona da Praça de Espanha ficaram carros imobilizados com os condutores dentro. Também em Alvalade, Sete Rios, Avenida de Roma, 5 de Outubro, Praça do Chile, e no Campo Pequeno a situação é crítica por causa das inundações.

Quanto a túneis, registaram-se inundações no Campo Grande e nos túneis das Avenidas João XXI e dos Estados Unidos da América. «Dos túneis existentes em Lisboa apenas não tivemos indicações de qualquer problema no do Marquês de Pombal», referiu à Lusa fonte da Divisão de Trânsito da PSP.

Segundo a mesma fonte, na Avenida Egas Moniz, frente ao Hospital de Santa Maria, o alcatrão das duas faixas centrais rachou e levantou, pelo que a circulação rodoviária está a processar-se apenas em duas faixas. A BT solicitou o apoio da Protecção Civil para o local por receio que a estrada cedesse onde o alcatrão levantou, referiu a mesma fonte.

A SIC Notícias adianta que seis cafés da zona de Sete Rios e alguns hotéis se encontram totalmente inundados. Aliás, nesta zona, alguns carros foram arrastados 20 metros e os clientes de alguns restaurantes tiveram de sair à pressa. Na rua, a água dava-lhes pela cintura.

«Algumas pessoas tiveram de ser retiradas ao colo e estava tudo aos gritos a dizer «vamos morrer», contou à SIC a proprietária de um restaurante. Estas águas, explicou, «vêm dos viadutos do Eixo norte-Sul».

Circulação do metro interrompida

Também a circulação na Linha Azul do Metropolitano está interrompida desde as 15h45 devido à entrada de água entre as estações das Laranjeiras e Sete Rios, segundo noticia a Lusa. A circulação está interrompida para os bombeiros procederem à limpeza da via.

Fonte dos Sapadores remeteu mais informações só «lá para as 20:00, porque até lá todos os recursos são poucos para acorrer aos pedidos».

E envie os seus vídeos e as suas fotografias para: portugaldiario@iol.pt

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