O Estado investe cerca de 20 milhões de euros por ano em cuidados primários de saúde oral, nomeadamente nos cheques-dentista, segundo números da Direção-geral da Saúde.

O coordenador do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral defende que o programa dos cheques-dentista veio permitir um “acesso universal e gratuito” aos grupos de crianças e doentes a quem se dirige.

“Encontrámos um conjunto de cuidados básicos de saúde oral que são satisfeitos através do cheque-dentista. Esta é uma opção nossa e os quatro mil médicos dentistas aderentes estão a trabalhar para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ao receberem um cheque-dentista e ao tratarem utentes do SNS”, afirmou Rui Calado em entrevista à agência Lusa.

Anualmente, têm sido distribuídos mais de 400 mil cheques-dentista, o que corresponde a um investimento de 16,3 milhões de euros por ano “em cuidados básicos de saúde oral”.

“Temos quatro mil médicos dentistas espalhados por todo o país, numa rede excelente que permite fáceis acessos. Permite livre acesso ao médico que se pretenda, que nunca existiria se optássemos por ter médicos dentistas nos centros de saúde. É uma forma de garantir o livre acesso ou a livre escolha”, defendeu o coordenador do Programa da DGS.

Atualmente, o cheque-dentista abrange crianças de 7, 10, 13 e 15 anos que frequentem as escolas públicas, idosos com complemento solidário, grávidas e portadores de VIH.

Além dos 16,3 milhões de investimentos públicos nos cheques-dentista, o Estado paga ainda cerca de quatro milhões a profissionais que pertencem ao SNS para que o Programa funcione, nomeadamente a higienistas orais em centros de saúde, o que eleva a 20 milhões de euros anuais o investimento em saúde oral nos cuidados de saúde primários.

O programa dos cheques-dentista existe desde 2008 e foram já distribuídos um total de mais de 3,6 milhões de cheques, abrangendo 2,2 milhões de pessoas. A taxa de utilização destes cheques tem tido uma média de 74%.