O vereador da Proteção Civil do município do Porto afirmou, este domingo, numa avaliação da situação na zona da Ribeira, existir "um débito significativo do rio Tâmega para o Douro", mas as "notícias de Espanha não são preocupantes".

"Neste momento, as notícias que temos de Espanha não são preocupantes, mas temos um débito significativo do rio Tâmega para o Douro. Temos também um vento que não é favorável", disse Sampaio Pimentel, que falava com os jornalistas depois do primeiro ponto crítico, às 23:00, como foi definido pela Autoridade de Proteção Civil.


A estimativa dos meios da Proteção Civil no terreno é de que o próximo ponto crítico ocorra às 03:15, disse o comandante da polícia municipal do Porto, António Leitão da Silva, citado pela Lusa.

"Todos os meios da Proteção Civil estão no terreno desde as 18:00. A principal preocupação é alertar a população que possa sofrer com o galgar das águas", sublinhou o comandante, que se encontra na Ribeira do Porto, perto da Praça do Cubo.

A CMP disponibilizou dois parques municipais para que os moradores possam estacionar os carros, caso haja necessidade, e os serviços de Ambiente do município estão mobilizados para transportar bens e pertencentes dos moradores da Ribeira para a Alfândega.

No domingo à tarde, o presidente da Câmara de Gaia alertou que a cheia prevista no rio Douro, nas ribeiras de Porto e Gaia, pode prolongar-se até ao meio-dia de segunda-feira, tendo em conta os débitos de água das barragens espanholas.

Também o Centro de Previsão e Prevenção de Cheias (CPPC) do rio Douro alertou para a possibilidade de inundações nas ribeiras do Porto e de Vila Nova de Gaia, devido ao mau tempo em conjugação com a preia-mar.

Cerca das 20:00, o comandante da Polícia Municipal do Porto, António Leitão da Silva, garantiu que os moradores e os comerciantes das zonas que podem ficar alagadas estão a ser avisados e que os pontos mais sensíveis são o Cais da Ribeira, o Cais da Estiva, a Rua dos Canastreiros, a Rua da Fonte Taurina e a zona de Miragaia.

O distrito do Porto é um dos 10 que estão com aviso laranja (o segundo mais grave) emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a que se juntam os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Aveiro, Viseu, Lisboa, Setúbal, Leiria e Coimbra, os últimos quatro por causa da agitação marítima.