A Estradas de Portugal está a «colaborar ativamente» com a Proteção Civil para remover os detritos que se acumulam na Ponte do Vouga, em Águeda, dificultando o escoamento das águas que esta sexta-feira voltaram a inundar a cidade.

A Estradas de Portugal dá conta de que tem estado «a colaborar ativamente no terreno com as equipas da Proteção Civil, no sentido de proceder à remoção desses detritos e reduzir assim os efeitos provocados pelas cheias».

Em comunicado, a empresa esclarece que a intervenção na Ponte sobre o Rio Vouga teve início em agosto de 2013, com o objetivo de reforçar os pilares e tabuleiro da estrutura, com vista à melhoria significativa das condições de segurança dos seus utilizadores.

Segundo a Estradas de Portugal, a estrutura metálica que assenta no leito do rio foi necessária para a reabilitação dos pilares, encontrando-se essa frente de trabalho na fase final e a sua conclusão dependente da melhoria das condições climatéricas.

«A situação que se assiste atualmente, decorre do facto de o leito de rio arrastar uma elevada quantidade de detritos provenientes de inúmeras zonas a montante, situação agravada pelos incêndios que se verificaram no verão e que, devido à elevada pluviosidade, se têm acumulado e dificultado o escoamento do caudal do rio», explica a empresa.

Segundo Jorge Almeida, vice-presidente da Câmara de Águeda, a situação foi agravada pela obra que está a decorrer na Ponte de Águeda, da responsabilidade das Estradas de Portugal, dado que os detritos, nomeadamente lenhas, se acumularam junto aos cilindros metálicos de suporte à obra, dificultando o escoamento da água, que inundou algumas zonas da cidade.

Figueira da Foz: EN109 continua cortada

O trânsito continuava esta sexta-feira à noite cortado na EN-109, a sul da Figueira da Foz, mais de quatro horas após o desabamento da fachada de uma moradia devoluta, devido às chuvas, disse o comandante dos Bombeiros Municipais.

Nuno Osório adiantou que a Proteção Civil Municipal, «por razões de segurança», decidiu mandar demolir o resto do imóvel, o que obrigou ao prolongamento dos trabalhos na via por mais algumas horas.

Às 21:15, encontravam-se ainda no local elementos dos Bombeiros Municipais e da Proteção Civil, acompanhando a demolição e a remoção dos escombros, cujos custos o dono do prédio aceitou assumir, contratando uma empresa para o efeito.

Os trabalhos estão a ser realizados por uma máquina giratória e uma retroescavadora, com apoios de dois camiões.

Estragos por todo o país

O mau tempo tem feito estragos um pouco por todo o país. A Proteção Civil previa uma subida de caudal do rio Douro que podia ir «até um metro acima» do cais fluvial da Régua, onde já foram retirados os bens dos dois estabelecimentos comerciais ali instalados.

Em Coimbra, quatro pessoas foram desalojadas nesta madrugada devido ao perigo de desabamento da habitação em Ceira, junto à Estrada da Beira, por causa do excesso de água.

Ainda em Coimbra, um desabamento de terras a meio da manhã num stand automóvel da periferia, situado no Bairro de São Miguel, em Eiras, arrastou vários veículos sem causar vítimas.