Não gera fortunas, apesar da riqueza em ouro. Vive da natureza, apesar de sonhar com a indústria. A Estrada Real, rubrica da TVI a caminho das autárquicas, passou por Vila Pouca de Aguiar. Um concelho onde as abelhas patrulham o cimo do Alvão.

Mel, milho, míscaros e ouro são recursos valiosos desta terra que está, porém, continuamente a perder população. A última mina fechou em 1992. Houve épocas com mais de 600 mineiros. Atualmente, as pedreiras são os maiores empregadores.

Em meados do século passado, chegou a haver também mais camas na vila termal de Pedras Salgadas, do que na cidade do Porto. Mas, agora, envelhecimento, desemprego e emigração são marcos de Vila Pouca de Aguiar. 

O concelho pode tirar partido de um turismo especial, aquilo que os turistas nunca viram: apanha cogumelos ou uma cabra bravia a pastar, por exemplo.

Esta é uma terra que continua à procura de rumo: a recente autoestrada ou a futura barragem dão emprego temporário. A agricultura é pouco, a população quer fábricas. "Há muita falta", diz quem ali vive.