Foi durante as marchas contra «a política de austeridade imposta pela troika e pelo Governo» que decorreram hoje em Lisboa, no Porto e em Leiria, que Arménio Carlos apelou aos portugueses para lutarem contra as políticas de austeridade.

«Há que prosseguir a luta para derrotar as políticas de austeridade e de empobrecimento deste Governo e apelo, nesse sentido, ao povo português porque o momento é de agir», disse o sindicalista à agência Lusa no decorrer do desfile que terminou no palácio de S. Bento, em Lisboa.

Saíram à rua milhares de pessoas e durante o dia ecoaram palavras de ordem como: «É urgente e necessário o aumento dos salários» e «fartos de aldrabões, queremos eleições».

Em Lisboa, a manifestação terminou junto à residência oficial do primeiro-ministro onde foi aprovada a resolução reivindicativa de «intensificar a preparação e mobilização para as ações a realizar na Semana Nacional de Protesto e Luta, com início em 8 de março».

No mesmo documento vêm indicadas reivindicações como o combate à precariedade e ao desemprego, o cumprimento dos direitos consagrados na contratação coletiva, assim como dos direitos sociais, a demissão do Governo e a convocação de eleições antecipadas.

A marcha foi antecedida por três concentrações: uma junto ao Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, outra junto ao Ministério da Educação e a terceira no Ministério da Saúde.

No início das concentrações vários dirigentes sindicais, dos sectores e membros da Comissão Executiva da CGTP-IN, discursaram.

Os desfiles juntaram-se na zona de Picoas e Marquês de Pombal, onde entraram os reformados que participaram no protesto.

A data da manifestação foi definida de forma a coincidir com a presença da troika em Portugal para uma nova avaliação do programa de assistência financeira.

Para sexta-feira está marcada uma marcha idêntica para Coimbra. O Dia Nacional da Juventude, a 28 de março, foi também apontado como data de protestos.