O Ministério da Saúde informou que foram implementadas “todas as medidas de prevenção e controlo” no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) onde três pessoas infetadas com uma bactéria multirresistente morreram em janeiro.

Conforme protocolado, foram implementadas, a nível local/institucional, todas as medidas de prevenção e de controlo, encontrando-se o Departamento de Saúde Pública da ARS Centro e o GCR [Grupo Coordenador Regional] a acompanhar a situação, em articulação estreita com o Grupo Coordenador Local do CHUC”, refere o ministério da Saúde em resposta a uma pergunta colocada por deputados do BE no início de fevereiro.

No documento, datado de 28 de março, a tutela refere que “estas medidas assentam na formação/treino de profissionais e cuidadores, na vigilância/investigação epidemiológica e na comunicação, temporalmente oportuna, de informação relevante entre parceiros internos referidos e parceiros externos”.

Em termos operacionais, as medidas empreendidas incluem a procura ativa (“rastreio”) em contactos de doentes internados e em doentes readmitidos, o isolamento por cortes e a referenciação na alta”, assinala o governo acrescentando que até 29 de fevereiro “não foram reportados” ao GCR outros casos da bactéria multirresistente Klebsiella produtora de carbapnemases (KPC)

O ministério da Saúde respondeu desta forma às perguntas do Bloco de Esquerda sobre medidas a serem implementadas para fazer face à bactéria Klebsiella pneumoniae.

As questões foram colocadas no dia em que o CHUC confirmou que três pessoas com a bactéria multirresistente “klebsiella pneumoniae” morreram em janeiro naquele hospital.

Apesar das mortes, o diretor clínico do CHUC José Pedro Figueiredo afastou então a possibilidade de um surto e disse que associados a este caso estavam internados no CHUC 21 doentes.

No mesmo dia, o ministro da Saúde disse que as autoridades de saúde acionaram medidas "profiláticas e preventivas" para resolver os casos de 21 doentes internados.

Esta é a segunda vez num curto espaço de tempo em que esta bactéria faz vítimas no país”, lembravam os deputados do BE no documento enviado ao ministério da Saúde onde recordavam que “no ano passado, cerca de cem pessoas foram contaminadas com a bactéria Klebsiella pneumoniae, no Hospital de Vila Nova de Gaia, sendo que três destas pessoas vieram mesmo a falecer”.

O BE perguntava ainda que medidas estavam a ser implementadas a nível da rede hospitalar e se o governo estaria a equacionar a elaboração de uma circular informativa sobre a bactéria em causa.

As medidas vigentes (…) assentam na vigilância epidemiológica (de base clínica e laboratorial) no âmbito do programa nacional da Direção-Geral da Saúde, operacionalização a nível regional pelas ARS e a nível local pelas entidades prestadoras de cuidados de saúde”, responde o ministério.

A tutela informa ainda que “a emissão de normativos técnicos (incluindo circulares informativas) na área da saúde incumbe à Direção-Geral da Saúde”.