Um viúvo da Régua lamentou, nesta sexta-feira, que tenham convocado a sua mulher para uma consulta no Centro Hospitalar de Vila Real 18 meses após a morte, um “erro” pelo qual o hospital já pediu desculpa.

Joaquim Oliveira foi surpreendido na quarta-feira com uma carta do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) a informar da marcação de uma consulta para a sua esposa, Maria Alaide Mesquita, que foi pedida cerca de dois anos antes da morte da mulher, em março de 2014.

A consulta de Fisiatria foi marcada para as 10:00 desta sexta-feira, dia 13 de novembro.

“Fiquei chocado com a situação. Não consigo entender, a minha esposa já faleceu há tanto tempo e só agora é que recebemos a carta a marcar a consulta de especialidade”, afirmou Joaquim Oliveira, 68 anos, que vive em Loureiro, concelho de Peso da Régua, distrito de Vila Real.

O viúvo disse ter ficado “indignado” com este caso que considerou que “não devia acontecer” porque veio lembrar uma “situação muito triste”.

Maria Alaide morreu aos 68 anos vítima de cancro.

Joaquim Oliveira afirmou ainda não entender como, numa altura em que está tudo tão informatizado, “não há um cruzamento de dados” e pediu para que esta situação seja analisada pela administração do centro hospitalar.

Isto para, acrescentou, não se voltem a repetir casos do género que classificou como “extremamente graves” e “dolorosos”.

Contactada pela agência Lusa, a administração do CHTMAD assumiu que se tratou de “erro administrativo” na marcação da consulta e referiu que vai pedir desculpa à família.

A fonte referiu ainda que a unidade hospitalar está averiguar o motivo que causou esse mesmo erro de forma a evitar situações futuras.

O CHTMAD referiu que quando ocorre uma morte naquele hospital o sistema automaticamente dá baixa da pessoa em causa. No entanto, quando a morte não ocorre na instituição não há um mecanismo imediato de comunicação deste tipo de informação.