Várias dezenas de guardas prisionais concentraram-se esta segunda-feira diante do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) pedindo a demissão do diretor-geral dos Serviços Prisionais, Celso Manata.

Em causa, segundo os manifestantes, que se reuniram numa vigília à porta do EPL, está a forma como a Direção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais pretende regulamentar o estatuto profissional.

Os manifestantes que aderiram a esta ação convocada pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional contestam ainda aquilo que consideram ser “a atitude autoritária, intimidatória e violadora da privacidade que o diretor-geral das prisões usa contra os profissionais do corpo da guarda prisional”.

Demissão, demissão, demissão” foram as palavras mais ouvidas nesta manifestação, em que os guardas prisionais empunharam também bandeiras e cartazes de protesto contra a política seguida pela Direção-Geral dos Serviços Prisionais.

Procura-se pessoa competente para cargo importante” e “Dignificação da carreira do corpo da guarda prisional/melhores condições de trabalho e segurança” eram frases que podiam ler-se nalguns cartazes.

O protesto levou ao corte de uma das faixas de rodagem na rua Marquês de Fronteira, tendo a PSP colocado barreiras metálicas e montado um forte aparato policial.