A EDP afirma que a chuva foi a causa da cheia do rio Ceira, que cortou duas estradas e inundou 12 casas, em Coimbra, considerando que o impacto da rutura duma conduta numa barragem foi residual.

Segundo fonte da EDP, em declarações à Lusa, «o caudal escoado na zona que sofreu a rutura [da conduta que liga a barragem do Alto Ceira à de Santa Luzia] foi diminuto face ao caudal que passou pela barragem, pelo que este facto não deve ser apontado como causa das cheias em curso».

A empresa de energia considera que o impacto dessa rutura foi «residual, dada a reduzida quantidade transportada» pelo transvase que ligava as duas barragens, quando «comparada com a do rio».

«A região foi afetada por chuvas intensa,s provocando a subida do caudal do rio para níveis muito elevados», sublinhou a mesma fonte.

A EDP «está a preparar a reparação da conduta que liga a barragem do Alto Ceira à de Santa Luzia, em articulação com os serviços de Proteção Civil, contacto que mantém desde o início do incidente».

Apesar disso, até ao momento, a empresa de energia ainda não conseguiu esclarecer a que horas o incidente na conduta ocorreu e a que horas alertou a Proteção Civil para o mesmo.

Quer a Câmara de Coimbra, quer o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) apontaram como causa da cheia a rutura na conduta.

A autarquia vai requerer um inquérito por parte da Autoridade Nacional da Proteção Civil para apurar responsabilidades em cheia na localidade de Cabouco, que, segundo o presidente da autarquia, Manuel Machado, ocorreu devido à rutura na conduta que liga as duas barragens do concelho da Pampilhosa da Serra.

A cheia inesperada do rio Ceira, junto a Coimbra, inundou 12 habitações e cortou o trânsito na rua e na ponte antiga que atravessam o Cabouco, Coimbra, bem como na estrada municipal, entre as povoações de Camba e Porto da Valsa, na Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra.

O rebentamento da conduta terá ocorrido por volta das 06:00, sendo que a primeira «comunicação foi de um cidadão, às 08:07», explicou o presidente da CMC, Manuel Machado, em conferência de imprensa.

«O que aconteceu não pode acontecer. Existe um sistema de alerta municipal, distrital e nacional e tem que funcionar em tempo útil», sublinhou, referindo que «felizmente houve uma evacuação atempada das pessoas», mas que a situação «evidencia uma falha que pode ser grave».

«A situação já está controlada», disse, às 15:15, o presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra, indicando que estão no local técnicos da EDP a procurar resolver o problema, bem como bombeiros e responsáveis da Proteção Civil.