As antigas instalações agrícolas do Cabo da Lezíria, junto à ponte Marechal Carmona, em Vila Franca de Xira, vão transformar-se num empreendimento turístico dedicado à temática equestre e taurina, um investimento superior a 10 milhões de euros.

A ideia surgiu há cerca de seis anos, «mas foi evoluindo», adiantou Carlos Bexiga, que lidera a empresa promotora do projecto, Pólo do Cabo-Lezírias Parque Temático Resort.

«Primeiro pensámos em alterar os usos porque as infra-estruturas estavam muito degradadas, mas depois optámos por um parque temático. É algo que não existe na região de Lisboa e achámos que seria mais interessante pegar no tema dos touros, dos cavalos e do campo», sublinhou.

O empreendimento, que ocupa 22 hectares de terrenos da Companhia das Lezírias junto ao Tejo, vai ter áreas comerciais, três restaurantes, um hotel com 45 quartos, arena, centro equestre, arena, um pavilhão polivalente, jogos de água, jardins e zonas de sequeiro, entre outros equipamentos.

O investimento deverá rondar os 10 a 12 milhões de euros.

O objectivo é criar «um novo pólo de atracção turística não só para as pessoas de Vila Franca de Xira, mas para toda a área metropolitana», referiu Carlos Bexiga, acrescentando que os visitantes poderão até usar a via fluvial para chegar até ao recinto.

Estudo de Impacte Ambiental em consulta pública

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) está neste momento em consulta pública e o responsável da Pólo do Cabo espera poder avançar com o projecto no segundo semestre deste ano.

«Se tudo correr bem, no segundo semestre teremos condições para iniciar a obra, logo que obtivermos a aprovação das entidades competentes».

O EIA, cuja consulta pública decorre até 08 de Abril, refere alguns impactes negativos associados à fase de exploração do projecto, mas considera que «os impactes positivos são de maior significância e relevância para a ponderação global», dado que existirão regras para as actividades que actualmente têm lugar na zona sem condições adequadas.

Entre os impactes negativos apontam-se, por exemplo, o aumento do tráfego na EN10 e eventuais situações de congestionamento que podem ser «significativos a muito significativos em dias de grandes eventos que esgotem a capacidade prevista para o recinto».

O processo iniciou-se ainda na vigência da anterior administração da Companhia das Lezírias (CL) quando esta foi contactada pela Pólo do Cabo para avaliar a possibilidade de desenvolver um projecto turístico na zona do Cabo, adiantou fonte da CL.

«A ideia era recuperar antigos armazéns e pavilhões que existem nessa zona e já não são utilizados», encontrando-se desactivados há cerca de 20 anos, afirmou a mesma fonte.

Segundo o promotor do empreendimento, a concessão da Companhia das Lezírias é válida por um período de 25 anos, desde o início da data de exploração.