O Presidente da República destacou esta quinta-feira «os sinais encorajadores» que existem e que permitem «alimentar a esperança», dirigindo uma «palavra muito especial» às famílias que têm sido fundamentais para «aliviar um pouco os efeitos dos tempos difíceis».

«O Natal deve ser um tempo de paz, concórdia e união. Existem sinais encorajadores, que nos permitem alimentar a esperança», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa mensagem de Natal em vídeo divulgada no "site" da Presidência da República.

Acompanhado pela mulher, Cavaco Silva destacou também o papel que as famílias têm desempenhado, sublinhando que «elas têm sido um elemento fundamental para aliviar um pouco os efeitos dos tempos difíceis que vivemos».

Na mensagem, o Presidente da República fala ainda dos que não têm famílias, os que vivem sós e os que «sofreram as maiores privações» ao longo do último ano, endereçando-lhes «uma palavra de profunda solidariedade e de esperança».

«Aos que dedicam o seu tempo e a sua atenção ao cuidado dos outros, quero enviar uma palavra afetuosa, testemunho da grande admiração que tenho pelo trabalho que fazem em prol dos mais frágeis. Sem eles, a vida de muitos seria ainda mais dura», refere também o Presidente da República, que no final a mensagem envia uma saudação às comunidades portuguesas que, «em especial nesta quadra, sentem que a saudade de Portugal dói ainda mais».

O ano "difícil" que passou é igualmente referido pela mulher do Presidente da República, Maria Cavaco Silva, que sublinha a necessidade de lembrar «com preocupação», «os jovens que buscam emprego, os menos jovens que desejam regressar à vida ativa e os idosos, cujos rendimentos nem sempre são suficientes para enfrentar as despesas do dia-a-dia».

«Temos vivido tempos de sacrifício e dificuldade. Esperamos que os sacrifícios do presente nos permitam construir um futuro melhor», afirma Maria Cavaco Silva, defendendo a necessidade de continuar a trabalhar como até aqui, com «coragem e determinação e, acima de tudo, com a responsabilidade, que pertence a todos, de mudar o futuro».