O Presidente da República tem «acompanhado de perto a situação dos incêndios em Portugal» e contactou os comandantes das corporações e famílias dos bombeiros que morreram este ano, disse à Lusa fonte de Belém.

Contactada pela Lusa a propósito dos comentários de indignação que têm sido publicados na página oficial da Presidência da República na rede social Facebook face ao silêncio do chefe de Estado em relação à morte de bombeiros no combate às chamas, fonte de Belém afirmou que Cavaco Silva «como sempre acontece tem acompanhado de perto a situação dos incêndios em Portugal».

«O Presidente da República por ocasião de cada um dos falecimentos através da sua assessoria para a Segurança Nacional contactou os comandantes das três corporações de bombeiros em causa para apresentar condolências às famílias e respetivas corporações e para se inteirar da situação dos feridos», adiantou a fonte da Presidência da República.

A mesma fonte acrescentou ainda que o chefe de Estado «entende que esta é a forma correta de proceder, com a discrição e a seriedade que a situação humanitária reclama».

Na página oficial na rede social Facebook da Presidência da República Portuguesa foram publicados, desde domingo à tarde, milhares de comentários, em resposta a um post, dando conta que Cavaco Silva «enviou uma mensagem de condolências à família do economista Prof. António Borges».

Às 10:00 de hoje, tinham sido publicados mais de 3.300 comentários de indignação face ao silêncio do Presidente da República em relação à morte de bombeiros no combate às chamas.

A maioria dos comentários replicava uma frase-tipo dizendo «as minhas sinceras condolências aos familiares dos bombeiros falecidos».

Na página oficial de Aníbal Cavaco Silva, também no Facebook, é igualmente possível ler-se algumas centenas de comentários de indignação face ao silêncio do Presidente da República em relação ao mesmo assunto.

Hoje de manhã, também o presidente da Associação de Bombeiros Profissionais criticou a atuação do Presidente da República nesta matéria

«Há um descuido do Presidente da República perante o que aconteceu», afirmou Fernando Curto em declarações à Lusa, comparando a atuação de Cavaco Silva perante a morte do economista António Borges e dos três bombeiros que este ano faleceram no combate aos incêndios.

Desde o início do ano, 3 bombeiros morreram e mais de 30 ficaram feridos no combate a incêndios.

O incidente mais recente ocorreu na quinta-feira, na Serra do Caramulo, distrito de Viseu, onde uma bombeira morreu e outros seis ficaram feridos.