Incendiário de Castro Daire estava preso em regime livre

Já tinha sido condenado pelo mesmo crime em 2005. PJ deteve um segundo suspeito de atear fogos em Viseu

Por: Redação / PP    |   18 de Agosto de 2010 às 12:30
A Polícia Judiciária deteve terça-feira dois homens suspeitos de terem ateado incêndios florestais, um dos quais em Castro Daire que destruiu uma área superior a 50 hectares de floresta e mato, escreve a Lusa.

Recorde-se que este fogo deflagrou no dia 11 e manteve-se activo até a passada segunda-feira.

Em comunicado divulgado, esta quarta-feira, a PJ refere que um dos detidos tem 32 anos e é o presumível autor de, «pelos menos, dois crimes de incêndio, ateados intencionalmente na zona de Castro Daire».

O arguido, pedreiro de profissão, já tem antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime, tendo sido detido em 2005 pela PJ, e também por furto e condução sob o efeito de álcool.

Actualmente estava a cumprir penas de prisão em regime de dias livres.

Deverá ser presente ainda esta quarta-feira a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coacção.

O outro suspeito, de 16 anos, foi detido pela presumível autoria de seis crimes de incêndio florestal, entre os dias 12 e 15 deste mês na freguesia de Rio de Loba, Viseu.

A PJ refere que o suspeito utilizou um isqueiro e que confessou ter «atração pelo fogo e pelo aparato proporcionado pelo combate aos incêndios». Também hoje vai ser presente ao juiz.
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EM BAIXO: Incêndio em Castro Daire (ANDRÉ FERREIRA / LUSA)
Incêndio em Castro Daire (ANDRÉ FERREIRA / LUSA)
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«Se Sócrates não fosse quem é, não estaria preso»

O advogado João Araújo, que representa o antigo primeiro-ministro José Sócrates, está convicto da inocência do cliente: «Acredito e declaro, com toda a certeza possível, que o senhor engenheiro José Sócrates não praticou aqueles crimes que lhe imputam». O causídico disse, no «Jornal das 8» da TVI, que o «processo tem uma face profundamente política». «O facto de ele ser quem é, influenciou a decisão do juiz», sublinhou