O presidente da Câmara de Castanheira de Pera declinou esta sexta-feira responsabilidades do complexo municipal da praia das Rocas na intoxicação alimentar que atingiu 55 pessoas, esperando que as autoridades «ajam em conformidade» após apuramento das causas.

«A Câmara de Castanheira de Pera rejeita qualquer responsabilidade, que tem que ser assumida por quem preparou a alimentação para estas crianças», disse à agência Lusa Fernando Lopes, expressando esperança de que a Autoridade de Saúde e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica ¿ esta última autoridade já afastou responsabilidades da praia das Rocas - «afiram da verdadeira responsabilidade desta situação e ajam em conformidade».

Fernando Lopes salientou que, «neste tempo de muito calor, todos os cuidados são poucos na preparação das refeições que têm de ser transportadas para longa distância, além do seu acondicionamento».

O autarca salientou que a situação representou um «grande susto, mas a proteção civil deu uma resposta imediata e eficiente», tendo sido necessária «a ajuda de várias entidades de concelhos limítrofes», dado que era «tanta gente e a corporação de Castanheira de Pera, por si só, não tinha capacidade».

«A praia das Rocas mantém todas as condições de salubridade ideais para continuar a ser frequentada com segurança», acrescentou Fernando Lopes.

Cinquenta e duas crianças e três adultos, de Penedono, distrito de Viseu, sofreram hoje uma intoxicação alimentar quando se encontravam na praia das Rocas.

As vítimas foram transportadas para os hospitais de Coimbra.

Segundo o porta-voz do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Pedro Coelho dos Santos, as crianças, entre os oito e os 16 anos, apresentavam «sintomas de uma intoxicação alimentar, diarreias, vómitos, mal-estar, desidratação».

O administrador executivo da Prazilândia, empresa municipal que gere o complexo da praia das Rocas, esclareceu que as vítimas se deslocaram ao concelho «numa visita escolar».

José Pais explicou que «almoçaram comida própria» e, a partir das 16:30 e não às 14:30 como informou anteriormente, «começou a haver crianças a vomitar», adiantando que a assistência foi imediata, quer dos funcionários da praia, dos bombeiros, do centro de saúde e da GNR.

Fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Leiria informou que o alerta foi feito às 16:39, tendo acorrido ao local 30 ambulâncias com 60 operacionais.