Dois filhos menores da mulher filmada no sábado a praticar relações sexuais numa praia em Paredes de Coura foram “afastados” da mãe, disse à Lusa uma fonte da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Guimarães.

“Os menores foram afastados da fonte de risco ou perigo”, referiu a fonte.

A mesma fonte acrescentou que o processo foi remetido esta quarta-feira para o Ministério Público e que, a partir de agora, “vão ser avaliadas alternativas” para o acolhimento futuro dos menores.

“Neste primeiro momento, o importante era salvaguardar o interesse dos menores, afastando-os da fonte de risco ou perigo, e isso foi feito de imediato”, disse ainda.

Um casal foi filmado por populares, no sábado, numa praia fluvial em Paredes de Coura, a manter relações sexuais, na presença de uma criança de seis anos, filha da mulher.

O vídeo foi depois publicado nas redes sociais. O caso foi participado à GNR por uma pessoa de Sines, que viu o vídeo nas redes sociais e ligou para o posto de Paredes de Coura.

A GNR levantou o auto de notícia e participou o caso à Polícia Judiciária, por envolver uma menor e por o vídeo ter sido divulgado na internet.

Residente em Guimarães, a mulher está separada e tinha a seu cuidado dois filhos menores, de 6 e 9 anos, que agora foram afastados do seu convívio pela CPCJ.

“Foi uma decisão que teve a autorização dos pais. Tanto o pai como a mãe sabem onde estão os filhos, em que circunstâncias e porquê”, garantiu a fonte da CPCJ.

Um outro filho da mesma mulher, de 14 anos, também já está institucionalizado.

Entretanto, e como disse esta quarta-feira à Lusa fonte judicial, o processo do casal filmado na praia de Paredes de Coura foi classificado como abuso sexual de menores e entregue ao tribunal de Viana do Castelo.

"O inquérito, que envolve dois arguidos, indiciados por abuso sexual de menor, corre no Ministério Público de Viana do Castelo, aguardando-se a conclusão da investigação, a cargo da Polícia Judiciária (PJ) de Braga", acrescentou a fonte.

Na terça-feira a PJ informou que "já há arguidos" no processo mas escusou-se a adiantar quem são.

"Já foram ouvidos alguns intervenientes, já foi analisado o vídeo entretanto publicado na internet e a investigação continua, com outras diligências", acrescentou.

De acordo com a PJ, os autores do vídeo e da sua publicação na Internet, por sua vez, poderão ter de responder por crimes de devassa da vida privada e de gravações ou fotografias ilícitas.