Por: Redacção | 17- 4- 2009 19: 59
Durante o julgamento do processo Casa Pia, a coordenadora Rosa Mota e o inspector-chefe Dias André disseram que o ex-director
nacional adjunto da Polícia Judiciária se opôs com veemência à detenção de Carlos Cruz e que terá mesmo tentado convencer
o Ministério Público a recuar. Por causa destas acusações, a direcção da PJ abriu um inquérito aos investigadores. Três anos
depois, foi decidido o arquivamento.
O relatório final aponta que é «forçoso admitir ser indiciador da existência
de uma pressão exercida sobre a equipa da PJ» destacada para a investigação. É ainda referido que foi «desfavorável ao normal
desenvolvimento da investigação a postura assumida por Artur Pereira».
O relatório reconhece as dificuldades criadas
à investigação e confirma as pressões denunciadas pelos inspectores, a quem acaba por louvar.
O processo por difamação
que Artur Pereira tinha movido a Dias André e Rosa Mota também já tinha sido arquivado em Janeiro. O ex-director nacional
adjunto da Polícia Judiciária, que negou sempre ter intercedido por Carlos Cruz, não foi alvo de qualquer inquérito disciplinar.
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