Por: tvi24 / SM | 5- 9- 2010 12: 43
Hugo Marçal, um dos sete arguidos da Casa Pia, condenado agora a seis anos e dois meses de prisão, conta que comeu sabão
para interromper o interrogatório a que estava a ser sujeito pelo juiz Rui Teixeira. Segundo o jornal «Público», a revelação
é feita no livro «Sabão Azul e Branco», escrito pelo arguido, que chegará às bancas esta segunda-feira.
«Estava desesperado.
Naquele momento faria qualquer coisa para interromper o interrogatório», conta.
Ao insistir na sua inocência, o advogado
explica que nesse mesmo dia lhe foi lida uma ordem de libertação, na sequência de uma decisão da Relação de Lisboa, e, três
minutos depois, outra de detenção.
«Já tinha o conhecimento das datas apontadas pelos acusadores na minha posse
e já sabia que eu podia provar a impossibilidade de ter cometido os crimes que me imputavam», revela, por isso, para ganhar
tempo para organizar a documentação que provaria a sua inocência, teve uma ideia: «Pedi para ir à casa de banho, o que foi
autorizado, e resolvi comer um sabão azul e branco que lá se encontrava», confessa.
«Sabia que a seguir ficaria maldisposto,
que vomitaria e que Rui Teixeira teria de interromper a diligência». Passados uns minutos começou a sentir-se bastante enjoado.
Teve que voltar à casa de banho para vomitar. E Rui Teixeira determinaria a interrupção do interrogatório.
Segundo
o «Público», no livro Hugo Marçal escreve sobre a sua verdade do processo Casa Pia, de forma detalhada. Não explica por que
Carlos Silvino o escolheu para seu defensor no início do processo e garante não ter conhecido o ex-motorista da Casa Pia e
os restantes arguidos, antes do inquérito.
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