«Tem a ver com a chegada de vítimas ao céu, mas vê-se o S. Pedro a dar prioridade às vítimas do Charlie Hebdo», explicou.

 

«É difícil descrever por palavras o que aconteceu, mas eu já tinha previsto que, mais tarde ou mais cedo, isto iria acontecer. Havia uma escalada de provocação no Charlie e uma intolerância crescente do outro lado. Era uma situação esperada. Creio que o Charlie já tinha pessoas lá dentro preparadas para isto, mas o segurança foi morto. Era uma situação com que contavam, mas não contavam com uma operação de estilo militar».

Augusto Cid notou a «escalada de provocação» deste jornal ao mundo islâmico.

 

«Essa escalada é admissível naquela linha editorial e era de esperar. Eles foram ameaçados várias vezes e foram subindo o tom da ameaça. Respondiam com cartoons cada vez mais ambiciosos».

O cartoonista português conhecia «muito bem» uma das vítimas, Wolinski: «Era uma figura interessante, curiosa e muito simpática».