O líder da JSD, Simão Ribeiro, acusou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, de conviver "mal com a liberdade alheia", afirmando que a estrutura partidária "não se deixa intimidar por ameaças de processo”.

Esta resposta surge na sequência do polémico cartaz virtual da JSD no qual Mário Nogueira surge retratado como Estaline, a manipular o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, iniciativa que motivou a Fenprof a anunciar na terça-feira que vai processar aquela estrutura partidária por considerar o cartaz ofensivo.

"Uma das convicções que temos é encarar a liberdade de expressão enquanto caminho de duas vias: com maior ou menor contundência, criticamos e somos criticados. Porém, há em Portugal quem julgue estar imune à crítica e à divergência de opinião. É o caso de Mário Nogueira, para quem a liberdade de expressão só tem uma via: a sua", responde a JSD num comunicado intitulado "Mário Nogueira convive mal com a liberdade alheia".

Simão Ribeiro avisa Mário Nogueira que "a JSD não se deixa intimidar por ameaças de processo nem por processos de ameaça".

"Temos todo o gosto em defrontar esta força sindical no nobre palco político mas se estes preferem a judicialização da política portuguesa, lá nos encontraremos", atira.

Voltando a justificar o cartaz, o líder da juventude partidária afirma que "da mesma forma que Estaline se achava o único interpretador correto do comunismo, Mário Nogueira acha-se o único interpretador correto da boa conduta na escola pública e dos bons exemplos educativos".

"Reforça portanto a ideia de que Mário Nogueira e outros figurões da extrema-esquerda só gostam da democracia quando esta lhes serve os interesses".

Segundo Simão Ribeiro, "ao mesmo tempo que acusa a JSD, Mário Nogueira utiliza meios menos próprios até para com órgãos de soberania".

"Foi o que aconteceu há dias quando o seu líder, Mário Nogueira, sugeriu que a defesa dos contratos de associação tem "motivações de ordem financeira" que passam por meter muito dinheiro dos contribuintes ao bolso", criticou.

A JSD recorda ainda que a estrutura sindical "chegou a usar a palavra ‘roubo', num cartaz em que figuravam Pedro Passos Coelho, Nuno Crato e Vítor Gaspar".