O condutor da carrinha envolvida num acidente em França que matou 12 portugueses foi condenado a três anos de prisão efetiva com efeitos imediatos. O julgamento começou esta quarta-feira, em Moulins.

O dono da carrinha, tio do condutor, foi condenado a quatro anos de prisão efetiva, também com efeitos imediatos.

Ambos foram proibidos de conduzir e de estar ligados à atividade de transporte de passageiros durante cinco anos.

O acidente de viação em que morreram 12 portugueses ocorreu a 24 de março de 2016.

As 12 vítimas mortais, com idades entre os 7 e os 63 anos, viviam na Suíça e deslocavam-se a Portugal numa carrinha de seis lugares que embateu frontalmente com um veículo pesado na Estrada Nacional 79, na localidade de Moulins, um troço da RCEA (Estrada Centro Europa e Atlântico).

O condutor e o proprietário do veículo tinham sido acusados de homicídio involuntário e ferimentos involuntários agravados.

A RCEA é conhecida como "a estrada da morte" e foi classificada como "a estrada mais perigosa de França" pelo jornal Libération, em fevereiro do ano passado, numa reportagem que revelava que o tráfego é de "10.000 veículos por dia, 40% são veículos pesados".