Mais uma vez, não houve acordo entre Governo e sindicatos dos professores. A ronda negocial extraordinária sobre progressão nas carreiras e regime de concursos acabou com a Federação Nacional de Professores (Fenprof) a prometer formas de luta já em fevereiro.

Em causa estão as normas para a progressão dos professores aos 5.º e 7.º escalões.

O secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), João Dias da Silva, disse à Lusa que o Governo não alterou posições. A reunião foi com a secretária de Estado Adjunta e da Educação, que recebeu esta quarta-feira os sindicatos do setor.

À tarde, foi a vez da Fenprof, ao mesmo tempo que cerca de uma centena de professores afetos à estrutura sindical se juntou em frente do Ministério da Educação, entoando palavras de ordem como “Transparência”, “Justiça” ou “Professores unidos jamais serão vencidos”.

Mário Nogueira, o secretário-geral da Fenprof, acusou o Governo de querer impor regras “opacas” nos concursos de professores e de, ao não definir números para a progressão aos 5.º e 7.º escalões, deixar os professores sujeitos a discricionariedade.

“Os professores têm que saber que anualmente há um mínimo de contingente [para esses escalões, que não são automáticos]".

A Fenprof exige também uma “profunda revisão” dos concursos de professores e não apenas um concurso interno antecipado para resolver problemas pontuais.

Recorde-se que, antes do Natal, a Fenprof contestou os números do Governo sobre o descongelamento das carreiras. A estimativa do executivo socialista é que mais de 50 mil professores vão progredir na carreira agora em 2018, o que representará um custo adicional de 90,2 milhões de euros em salários.

O Ministério da Educação defendeu depois que “não há qualquer contradição nos números apresentados”.