Os sindicatos dos médicos corroboraram esta sexta-feira a afirmação do secretário de Estado da Saúde de que a avaliação é necessária, mas manifestaram algumas reservas à proposta apresentada por Manuel Pizarro, escreve a Lusa.

Médicos: avaliação avança

Carlos Arroz, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), concorda que os médicos sejam avaliados «de acordo com as características específicas da profissão», como anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.

«Estamos a falar a mesma linguagem»

«Desejamos há muito que se estabeleça uma avaliação, para que os médicos possam progredir na carreira. Por isso, estamos todos a falar a mesma linguagem», disse à Agência Lusa.

«Vamos ver é se, na prática, o Governo faz as coisas como as diz na teoria», acrescentou Carlos Arroz, referindo-se à proposta do Governo, que seguiu sexta-feira para os parceiros, no âmbito da negociação das carreiras médicas, que determina uma avaliação dos médicos, realizada no enquadramento genérico da avaliação da Administração Pública.

Já o dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Mário Jorge, mantém mais reservas em relação à posição do Governo e às palavras do secretário de Estado da Saúde.

Não é nenhuma proposta concreta

«Aquilo que está escrito num dos primeiros projectos que nos foi enviado não é nenhuma proposta concreta de avaliação do desempenho», assegurou, em declarações à Lusa.

No entanto, «existe um compromisso formal, escrito pelo Governo, que diz que a avaliação vai ser objecto de diploma próprio», referiu o dirigente sindical.

Mário Jorge disse ainda que os sindicatos nunca colocaram em causa o sistema de avaliação dos médicos, porque acreditam que é um aspecto necessário para a progressão nas carreiras.