Dia Internacional Para a Erradicação da Pobreza e dos Sem-Abrigo, que se assinala a 17 de outubro, ou seja, na sexta-feira.






A Assistência Médica Internacional é um exemplo disso mesmo: «Em 2012, a AMI recebeu, no âmbito desse programa, 720 toneladas de alimentos, em 2013 já só recebeu 620 toneladas e em 2014, possivelmente, não chegaremos às 500 toneladas», lamentou.

Fernando Nobre explicou que a redução da oferta aliada à «pressão na procura dos alimentos, que tem sido constante», faz com que as respostas nos 15 equipamentos sociais da AMI espalhados por todo o país «se mantenham sob alta pressão social».

No ano 2000, a AMI serviu cerca de 100 mil refeições, um número que subiu para 220 mil no ano passado, «o que quer dizer que a crise está instalada, muitas vezes escondida, escamoteada, em famílias da média burguesia». «Hoje temos vários engenheiros civis e muitos outros licenciados a beneficiarem dos nossos apoios», elucidou o responsável, considerando que Portugal está numa «situação preocupante».

O presidente da Fundação AMI lembrou os mais de dois terços dos agregados familiares que declararam no IRS de 2012 um rendimento anual bruto igual ou inferior a 10 mil euros e os cerca de um milhão de reformados que têm reformas inferiores a 400 euros. «Isto situa o patamar social de Portugal».

Fernando Nobre disse temer, «como cidadão português e como presidente da Fundação AMI», que «a situação continue a ser altamente preocupante» nos próximos anos, «a menos que se chegue a um consenso nacional que permita olhar de frente» o combate à pobreza e à exclusão social.