O refeitório de uma escola de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, apresentou esta semana vestígios de ratos, com dejetos num fogão, uma situação que o diretor do agrupamento admitiu hoje que “já não é nova”.

O responsável pelo agrupamento de escolas, Paulo Dias explicou à rádio Onda Livre (de Macedo de Cavaleiros) que os dejetos de rato foram encontrados, na quarta-feira, num fogão que não estava a ser usado, mas que se encontra no refeitório onde são servidas refeições a crianças do 3.º ao 6.º anos.

A Lusa fez vários contactos para a escola e obteve como resposta que estava “em reunião” e “ocupado” o diretor que à rádio de Macedo de Cavaleiros afirmou que “a porta da cozinha está sempre aberta” e que os ratos podem ter entrado vindos de “algum ninho” que tenha sido movido nas obras do ginásio que decorrem no parque escolar".

Segundo disse, "isto não é uma situação nova" e "sempre que as temperaturas baixam há uma tentativa de entrada de ratos e até de outros animais".

A Lusa tentou obter informação sobre os procedimentos neste tipo de situações junto da Unidade de Saúde Pública da ULS do Nordeste que informou não ter sido “contactada para intervir neste caso”.

No dia em que foram detetados os dejetos de rato no fogão, as refeições terão sido servidas aos alunos noutro espaço, segundo indicou o diretor, afiançando que, na quinta-feira, os almoços regressaram àquele refeitório, depois da limpeza do espaço.

O caso aconteceu no polo 2 do agrupamento de escolas de Macedo de Cavaleiros e no referido refeitório não são confecionadas refeições, já que as mesmas são servidas por uma empresa externa.

Na mesma cozinha funcionam as atividades práticas dos alunos dos cursos de restauração, como refere a Onda Livre.

O diretor garantiu ainda que não terão sido encontrados “vestígios de ratos em outras partes da escola, e que, logo no dia seguinte, quinta-feira, esta retomou a atividade normal e os alunos já puderam fazer as habituais refeições naquele refeitório”.

As refeições nas escolas têm sido alvo de várias denúncias. Em Queijas, os alunos fotografaram uma refeição de frango cru e em Braga uma aluna filmou uma lagarta numa refeição