Por: Redacção / PB | 10- 9- 2010 9: 3
A Directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, defende o trabalho dos magistrados
que investigaram os casos do Freeport e dos submarinos e recorda que o seu lugar como directora e o destes magistrados estão
sempre à disposição do Procurador-Geral da República (PGR). As declarações de Cândida Almeida estão num ofício enviado a Pinto
Monteiro, avança o jornal Sol.
No ofício, Cândida Almeida defende o trabalho dos magistrados daqueles processos,
a quem Pinto Monteiro decidiu realizar inquéritos internos. E salienta a complexidade dos factos investigados, a mediatização
a que estes magistrados estiveram sujeitos e as grandes pressões externas que existem habitualmente nestes tipos de investigação,
que visam políticos e negócios de milhões.
A directora do DCIAP destaca ainda as tentativas de descredibilização
a que estes magistrados estão sujeitos, que culminaram com a divulgação de um documento falsificado das autoridades inglesas .
A decisão de enviar o ofício a Pinto
Monteiro surgiu, de acordo com o Sol, na sequência dos inquéritos ordenados pelo PGR aos procuradores do caso Freeport e dos submarinos.
Os
inspectores que lideraram a investigação ao Freeport, Vítor Magalhães e Paes Faria, comunicaram a Cândida Almeida que vão
pedir o regresso ao seu lugar de origem, o Tribunal de Sintra, abandonando de vez o DCIAP. A decisão estará relacionada,
de acordo com fonte do Ministério Público citada pelo Sol, com o facto de terem assistido «com indignação» à forma como o
Pinto Monteiro reagiu publicamente ao seu trabalho.
Recorde-se que o Procurador-Geral da República disse estar surpreendido
e desagradado com o teor do despacho de arquivamento do caso Freeport, por incluir uma lista de 27 perguntas que ficaram por fazer a José Sócrates .
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