Os portugueses perderam, em 2012, mais de 45 mil anos de vida devido a quatro tumores malignos, de acordo com o relatório «Portugal – doenças oncológicas em números – 2014», que será hoje apresentado.

O documento do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas analisa os números mais recentes da incidência e mortalidade associados às doenças oncológicas e a resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

De acordo com este relatório, em 2012 os portugueses perderam 19.548 anos de vida por causa do tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão.

Por causa do tumor maligno do cólon e reto foram perdidos 11.478 anos de vida e e devido ao tumor maligno do estômago 10.093 anos.

O tumor maligno do pâncreas foi responsável pela perda de 4.555 anos de vida.

O documento aponta para «uma pequena diminuição na taxa de mortalidade padronizada por tumores malignos, tanto na população global como no grupo etário inferior a 65 anos». «Este resultado é muito positivo, pois reflete ganhos líquidos em saúde».


Os autores do documento indicam que Portugal – tal como os outros países – assiste a “um aumento muito significativo de novos casos, fruto de alterações significativas da estrutura da pirâmide populacional e de alterações do estilo de vida”.

Ao nível dos dez tumores mais frequentes em Portugal, em 2012 morreram 2.312 por tumor maligno do estômago, 2.612 por tumor maligno do cólon, 883 devido ao tumor maligno do reto e 3.446 por causa do tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão.

O tumor maligno da mama matou 1.663 mulheres, enquanto o tumor maligno do colo do útero foi responsável por 204 óbitos.

O tumor maligno do corpo do útero causou 183 mortes, o da próstata 1.745 e o da bexiga 924. Devido ao Linfoma não-Hodgkin morreram 664 pessoas.

Ao nível dos locais de residência dos doentes, os autores do documento identificaram altas taxas de mortalidade devido ao cancro do estômago na área geográfica da Administração Regional de Saúde (ARS) e devido ao cancro do reto na região abrangida pela ARS do Alentejo.

Na área abrangida pela ARS do Algarve foi identificada uma alta taxa de mortalidade e mortalidade precoce devido a tumores do cancro da traqueia, brônquios e pulmão.

Altas taxas de mortalidade para cancro da bexiga foram registadas nas áreas da ARS de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve e uma baixa taxa de mortalidade na zona da ARS Centro do cancro da traqueia, brônquios e pulmão.