Por: tvi24 / PP | 15- 1- 2010 13: 54
O Centro Oncológico de Vila Real fez 4000 sessões de radioterapia em 2009, evitando 8000 viagens dos doentes oncológicos
transmontanos de e para o Porto, revelou esta sexta-feira fonte da administração hospitalar, escreve a Lusa.
O Centro
Oncológico começou a funcionar, em pleno, em 2009 para servir uma população de meio milhão de habitantes e com capacidade
para dar resposta aos cerca de 1700 novos casos de cancro que se registam, anualmente, na região transmontana.
O
presidente do Conselho de Administração do do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), Carlos Vaz, referiu
que, apesar das dificuldades iniciais - fundamentalmente por falta de recursos humanos -, hoje o centro está a tratar muitos
doentes, evitando deslocações ao Porto.
Menos 8000 viagens de ida e volta ao litoral
Na área da radioterapia,
por exemplo, foram efectuadas 4000 sessões em 2009, o que equivaleu a menos 8000 viagens de ida e volta ao litoral.
Pedro
Cavaleiro, de Valpaços, esteve internado no Instituto de Oncologia do Porto (IPO) e depois foi transferido para Vila Real
para fazer os tratamentos necessários.
«Venho todas as semanas com o meu filho. Ainda é longe, mas fiquei mais próximo,
é muito melhor do que ter de ir para o Porto», disse à agência Lusa.
Também João Salgado se desloca regularmente
de Chaves para fazer tratamentos de quimioterapia. «Se não tivesse este serviço em Vila Real teria de ir ao Porto. A deslocação
seria muito maior e com todos os problemas que isso acarreta, como o cansaço da viagem e despesas», salientou.
Este
centro oncológico foi uma das primeiras unidades do género a ser construída fora dos grandes centros urbanos, depois de Lisboa,
Porto e Coimbra.
«Direito a ser tratados em proximidade»
«Foi um investimento necessário. Os nossos
doentes têm direito a ser tratados em proximidade, com as condições tão boas ou melhores do que no litoral», afirmou Carlos
Vaz.
O responsável referiu que no início deste ano vai ser lançado o concurso para aquisição de um novo equipamento
de radioterapia, designadamente um acelerador linear.
Já este mês, entrou em funcionamento a unidade de mamografia,
que representou um investimento de meio milhão de euros e vai permitir detectar precocemente este tipo de cancro, aquele que
mais mulheres mata a nível mundial.
O novo serviço foi equipado com um mamógrafo digital directo, o primeiro do género
na Península Ibérica, que, segundo o responsável pela unidade, o médico João Nóbrega, permite detectar precocemente o cancro
da mama devido à sua grande resolução. Permite ainda reduzir em 30 por cento a radiação emitida em cada exame.
O
centro oncológico efectua o tratamento de cerca de 80 por cento dos casos de cancro registados na região transmontana, designadamente
do pulmão, próstata, útero, bexiga, mama, colo rectal, pele e do estômago.
Para além da radioterapia, está também
equipado com bloco operatório, hospital de dia e cuidados paliativos.
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