Uma mulher de 38 anos foi constituída arguida pela GNR, na sexta-feira, por ter realizado uma queimada que provocou um incêndio na localidade de Campo Maior (Portalegre), anunciou hoje o Comando Territorial de Portalegre da Guarda.

Segundo a GNR, a mulher foi constituída arguida por militares do Núcleo de Proteção Ambiental de Elvas, às 20:50.

“Alertados por populares para a existência de fumo na propriedade da arguida, os militares deslocaram-se para o local, tendo verificado que, na sequência da queima de alguns sobrantes de vegetação, o fogo ficou descontrolado”, explicou a Guarda.

A “rápida intervenção” dos bombeiros evitou, contudo, que o incêndio se propagasse para uma extensa área de vegetação, acrescentou.

A GNR elaborou o respetivo auto de notícia para tribunal e a arguida, após ser constituída arguida, ficou com Termo de Identidade e Residência (TIR).

No comunicado divulgado neste sábado, o Comando Territorial de Portalegre da GNR relembrou que, nesta altura do ano, “é expressamente proibida a realização de fogo em áreas florestais”.

A GNR mantém-se, por isso, “atenta a todas as práticas que possam contribuir para o aumento do risco de incêndio florestal, designadamente ao nível de queimadas e da utilização de maquinaria em áreas agrícolas/florestais”.

“Além da relevância criminal destes comportamentos, o uso indevido de fogo pode colocar em risco muitas vidas humanas, a floresta e inúmeros bens materiais”, frisou a Guarda.