A PSP do Porto registou entre duas a três infrações, desde excesso de carga a falta de higiene, em cada veículo pesado fiscalizado esta terça-feira no âmbito de uma operação que decorreu em Leça da Palmeira, concelho de Matosinhos.

A ação de fiscalização que envolvia veículos de passageiros e de mercadorias realizou-se ao longo da manhã e até às 11:00 foram fiscalizados 12 autocarros e cerca de uma dezena de camiões, sendo que em média a PSP detetou duas a três irregularidades em cada.

«Relativamente aos autocarros, as infrações mais frequentes são o asseio e a higiene. Quanto ao tempo de repouso dos motoristas, essa infração é mais frequente por parte dos pesados de mercadorias. A maioria dos casos apresenta mais do que uma irregularidade, cerca de duas a três», explicou aos jornalistas o comissário Ricardo Matos.

O objetivo desta ação de fiscalização era a prevenção de situações de insegurança e o exercício de pedagogia junto dos motoristas, bem como alerta aos passageiros.

As multas para excesso de carga têm um mínimo de 500 euros, mas quando o veículo ultrapassa 25 por cento de carga do seu peso bruto a multa ascende a 1250 euros, mesmo valor para motoristas que se escusem fazer a pesagem quando são abordados por agentes da PSP em carro ou mota num raio de cinco quilómetros à volta do local montado para a operação.

Manuel Lira, motorista de uma empresa da Maia que transportava cinta plástica entre Canelas, concelho de Gaia, e Perafita, Matosinhos, foi surpreendido junto às traseiras da Exponor mas não lhe foram apontadas infrações.

«Tenho sempre cuidado por causa das travagens. Hoje trago dois a três mil quilos [podia transportar 4,5 mil de carga útil, num veículo de 7,5 de peso bruto] porque me preocupo com a segurança. Era o que faltava, travar e os travões não acionarem por peso a mais», referiu.

Já a Belmiro Teixeira, motorista de passageiros da carreira Areosa-Marshopping foram apontadas infrações como falta de limpeza.

«No fundo não apontaram nada de grave. Compreendo estas ações porque é importante sabermos o que podemos melhorar», disse o motorista de uma empresa privada de transportes coletivos que transporta na carreira 105 cerca de 50 a 60 pessoas em cada autocarro, sendo o «pico» de maior afluência de pessoas a manhã e o período pós-almoço.

Lúcia Silva, de 40 anos, residente em Leça da Palmeira, é cliente assídua dos autocarros que fazem o percurso entre o centro do Porto e a unidade comercial de Matosinhos, tendo considerado que esta fiscalização é «fundamental» pois, conforme descreveu, «muitas vezes as portas dos autocarros não abrem ou chove dentro dos carros».

«Agora a PSP vai participar a situação às entidades competentes que devem proceder de acordo com o que está na lei. A PSP faz este tipo de fiscalização recorrentemente. Estas ações servem de prevenção e também para alertar os passageiros para que a PSP está no terreno e atenta às condições dos veículos em que são transportados», disse, em jeito de balanço da ação, o comissário Ricardo Matos.