A videovigilância na zona da movida da Baixa do Porto vai ser implementada «muito rapidamente», revelou esta quinta-feira o presidente da Câmara do Porto, que admitiu vir a adotar o mesmo sistema nos bairros, dependendo dos meios financeiros e humanos.

«Nesta primeira fase vamos colocar [câmaras] na zona da movida. É particularmente importante. A seguir, avançaremos para outros territórios. A videovigilância implica recursos financeiros, mas também recursos da própria polícia. Não podemos avançar para mais sem ter efetivo para fazer avaliação das imagens», reconheceu, em declarações à comunicação social à margem da II Semana da Reabilitação.

Um despacho do Ministério da Administração Interna, publicado quarta-feira no Diário da República, autorizou a instalação e a utilização, por três meses prorrogáveis, da videovigilância na Baixa do Porto, zona que preocupa a Câmara em eventuais «situações de pânico ou de um desastre qualquer», dada a intensidade populacional.

 «A videovigilância não é propriamente para detetar o carteirista, era uma promessa nossa, era uma expetativa grande. Demorou o tempo que demorou. Estou muito satisfeito por o MAI ter dado razão à nossa pretensão, que correspondia à expetativa das autoridades policiais», acrescentou.

O documento aprovado pelo Governo prevê a colocação de quatro câmaras noutros tantos pontos estratégicos da movida noturna da cidade: praças Guilherme Gomes Fernandes e Parada Leitão e ruas Cândido dos Reis e Galerias de Paris.

Moreira falou também sobre a reabilitação do Mercado do Bolhão, recusando confirmar a hipótese que tem sido avançada de o mercado temporário para os comerciantes ficar instalado no quarteirão da Casa Forte.

«Estamos a trabalhar muito nesta questão e o mercado temporário é fundamental. Está ser tratada neste momento e está a ser negociada. Admitiu-se, numa primeira fase, que se poderiam colocar os comerciantes nessa rua [ Alexandre Braga], mas isso teria vários contratempos, porque é rua importante em termos de mobilidade e porque obrigaria a que todo o estaleiro fosse montado dentro do Bolhão», «neste momento não parece ser uma solução possível».

Rui Moreira sublinhou que durante as obras de recuperação do Bolhão, «que terão um cronograma naturalmente longo», os comerciantes do mercado terão um espaço temporário para não interromperem a sua atividade. O espaço, indicou, «tem de ter condições e tem de ser uma coisa decente, que perspetive o futuro».