O guarda prisional, detido na semana passada por crimes informáticos e corrupção, ficou suspenso de funções e proibido de entrar em todas as prisões, de acordo com a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa adianta que o guarda prisional da cadeia de Pinheiro da Cruz, em Grândola, ficou ainda sujeito a Termo de Identidade e Residência e proibido de acesso e contactos a todos os estabelecimentos prisionais.

Na semana passada, a Polícia Judiciária deteve um guarda prisional, de 42 anos, que se dedicava aos crimes de burla informática, acesso ilegítimo e corrupção, num caso em que está também envolvido um recluso em cumprimento de pena.

De acordo com a PJ, a investigação apurou que o guarda prisional em funções “colaborava e facilitava a atividade de um recluso, que, do interior do estabelecimento prisional se dedicava à prática de crimes de burla informática e acesso ilegítimo, utilizando para o efeito um smartphone com capacidade de processamento”.

Aquela polícia referiu, na altura, que os factos tinham por base “uma forte componente de "engenharia social", levando as vítimas a concederem privilégios de acesso a sistemas informáticos comprometedores e que se consubstanciavam em prejuízos económicos imediatos”.

De acordo a PJ, os elementos até agora disponíveis permitem atribuir aos autores a responsabilidade por danos de cerca de trinta mil euros, tendo sido ainda apreendidos meios informáticos que suportavam os crimes cometidos.