Dois bombeiros da corporação dos Voluntários de Cabo Ruivo ficaram fechados dentro de uma ambulância, esta quarta-feira à tarde, por suspeita de ébola. Os dois bombeiros transportaram uma mulher grávida que chegava do Brasil e que esteve na Serra Leoa, país afetado pelo vírus. No quartel de Cabo Ruivo, temeu-se que a paciente estivesse infetada, receios que levaram os responsáveis a isolar durante duas horas os bombeiros envolvidos.
 

Em declarações à TVI24, o comandante Ricardo Gomes, dos Bombeiros Voluntários de Cabo Ruivo, explicou que receberam «um pedido de transporte urgente pelo INEM de uma mulher grávida com fortes dores abdominais».

 

Depois de terem transportado a mulher do aeroporto de Lisboa para a Maternidade Alfredo da Costa, os dois bombeiros da corporação de Cabo Ruivo permaneceram na ambulância, como forma de precaução.

 

O comandante dos bombeiros de Cabo Ruivo explicou que só tiveram conhecimento de que a pessoa esteve num dos países afetados pelo surto de ébola depois de efetuarem o serviço, pelo que «seguiram o protocolo e aguardaram dentro da viatura até terem indicações em contrário da Direção-Geral da Saúde» (DGS).

 

As indicações chegaram duas horas depois, através de um telefonema da DGS para o comandante Ricardo Gomes, com a confirmação de que a utente não tem febre nem está infetada com o vírus e que foi para o hospital com dores abdominais.

 

«Foi a primeira vez que isto ocorreu e o procedimento adotado pelos bombeiros foi o correto», afirmou o comandante.