Uma megaoperação da PSP - planeada há vários meses - começou às 7:00 desta quarta-feira em Lisboa, Santarém, Porto e Setúbal.

O núcleo de investigação criminal realizou cerca de 54 buscas domiciliárias e não domiciliárias no âmbito do crime de tráfico de armas, que resultaram na detenção de 17 detidos e 27 armas de fogo apreendidas.

Em conferência de imprensa, o intendente Resende da Silva avançou que a operação 'Colmeia' “foi o culminar de uma investigação de cerca de um ano” e “incidiu no crime de tráfico de armas”.

“Foram detidos dez indivíduos por posse ilegal de armas de fogo”, explicou, elencando que, em relação aos outros três detidos “havia provas para emitir um mandado de busca” e que “praticamente todos os alvos desta investigação tinham contacto entre eles”.

Além das 27 armas de fogo apreendidas pelas forças de segurança, também foram apreendidas “várias centenas de munições, bem como acessórios de armas de fogo”.

O intendente Resende da Silva revelou que as buscas nos quatro distritos “foram bastante espalhadas” e que, “da parte da PSP, o efetivo fixou-se acima dos 400 polícias”.

A operação “Colmeia” surgiu com base numa investigação que está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, (DIAP) e participaram os comandos metropolitanos da PSP do Porto, Santarém, Lisboa e Setúbal, além da Unidade Especial da Polícia (UEP) e de elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), de acordo com o responsável.

O comunicado emitido pela Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) revela que a operação teve “por objeto a investigação dos crimes de tráfico de armas de fogo praticados por um número alargado de suspeitos”, permitindo “apreender as armas de fogo transacionadas e possuídas ilicitamente e pôr termo a esta concreta atividade criminosa de elevada perigosidade e potenciadora da prática de outros crimes”.

Os detidos vão ser presentes ao DIAP de Lisboa na quinta-feira.