A Polícia Judiciária deteve esta terça-feira duas pessoas e realizou várias buscas, num caso relacionado com a atribuição de subsídios públicos. Os detidos são Agostinho Ribeiro, empresário português, e um sócio espanhol, segundo apurou a TVI24.

Administrador de várias empresas, Agostinho Ribeiro era responsável pelos colégios Santo André e Miramar, do grupo GPS. A TVI descobriu este empresário há dois anos e meio, quando denunciou as fraudes as escolas do grupo GPS e que levou a uma investigação da Policia Judiciária a este caso, que também envolve subsídios estatais.
 
A TVI sabe que Agostinho Ribeiro, antigo administrador de uma empresa do grupo Lena, e o sócio, fizeram uma parceria na região oeste e pediram subsídios no valor de cerca de 15 milhões de euros para produzir energia de biomassa. Acabaram a lesar o Estado e a desviar os subsídios estatais que lhes foram concedidos.
 
Os dois empresários passavam alegadamente informações falsas ao Estado com o objetivo de obterem com isso, de forma fraudulenta, subsídios de vários milhões.

Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) anuncia que as duas pessoas, detidas por elementos da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, são suspeitas de alegados crimes de fraude na obtenção de subsídios e branqueamento, 
 

“A investigação centra-se na atividade desenvolvida através de empresas portuguesas e espanholas, que obtiveram, de forma fraudulenta, subsídios de elevados montantes”, diz a PJ.

Além de buscas ao grupo Lena, a PJ fez buscas a várias empresas, escritórios advogados e residências.

Segundo a autoridade policial, os detidos, de 50 e 54 anos, vão ser presentes às autoridades judiciais para serem sujeitos ao primeiro interrogatório judicial. Os dois gestores agora detidos vão ser presentes ao juiz de Carlos Alexandre onde deverão ficar a conhecer em breve as medidas de coação. 

A PJ adianta que a investigação decorre no sentido de perceber o alcance das fraudes e do branqueamento de capitais, para além dos respetivos prejuízos ao Estado, já que estarão em causa “vários milhões de euros”.

O inquérito é dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), com a colaboração da Autoridade Tributária.