O diretor do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, garantiu esta terça-feira que todos os atos praticados nestas funções “seguiram escrupulosamente os procedimentos conhecidos, estabelecidos, documentados e autorizados pela administração” hospitalar.

José Fernandes e Fernandes reagiu, desta forma, e através de um comunicado, às notícias vindas a público nos últimos dias dando conta de diligências em curso levadas a cabo pela Polícia Judiciária (PJ), após denúncia anónima, sobre alegadas práticas ilegais levadas a cabo por si, no âmbito das funções de diretor deste serviço.

Em comunicado, o médico garante que “não tem qualquer relação ou interesse diretos, ou por interposta pessoa ou entidade, em quaisquer empresas ou indivíduos que forneçam equipamentos, ou quaisquer outros bens ou serviços, ao Centro Hospitalar de Lisboa Norte – Hospital de Santa Maria”.

Assegura ainda que “não tem qualquer poder de decisão ou influência sobre as condições de fornecimento acordadas com quaisquer entidades que forneçam equipamentos, ou quaisquer outros bens ou serviços” a este hosptial.

José Fernandes e Fernandes revela igualmente que já solicitou um esclarecimento à Administração do CHLN-HSM sobre quais os procedimentos a serem seguidos no imediato pelo serviço que dirige, em função dos autos que suportam a investigação em curso”.

Na passada sexta-feira, a PJ realizou buscas no Hospital de Santa Maria, relacionadas com o caso das próteses, que se insere na investigação sobre fraudes detetadas no Serviço Nacional de Saúde.

Em Julho, o Ministério da Saúde revelou que enviou para investigação nos últimos três anos 416 processos no âmbito do combate à fraude, que equivalem a um montante superior a 370 milhões de euros.

Os 416 processos enviados para investigação entre 2012 e 2015 resultaram da análise sobre 330 prescritores de faturas, 140 prestadores de serviços e dois utentes.