O Ministério Público acusou sete pessoas por contrafação de moeda, falsidade e burla informática e branqueamento de capitais, na sequência um esquema realizado em 2017 através do qual faziam pagamentos a comerciantes de Lisboa com cartões falsos.

Segundo informação disponível no site da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), desde abril de 2017 e até ao desmantelamento do grupo, os arguidos elaboraram e executaram, de forma concertada, um plano que se traduziu em pagamentos de produtos e/ou serviços a comerciantes da área da grande Lisboa, mediante a utilização de cartões bancários contrafeitos.

Para isso, os arguidos adquiriam, via internet, dados de cartões de débito e de crédito emitidos por entidades bancárias estrangeiras, efetuando o seu pagamento em bitcoins, e depois copiavam os cartões.

Os arguidos utilizavam estes cartões para pagamento de bens e serviços.

Segundo a PGDL, entre 01 de maio e 5 de dezembro de 2017, os arguidos realizaram 6.418 transações, gastando quase 180 mil euros, mas por terem sido bloqueadas diversas transações pelo sistema de prevenção de fraude da SIBS, concretizaram apenas 1.822 transações, num montante de quase 38 mil euros.

Os três principais arguidos ficaram em prisão preventiva e os demais com termo de identidade e residência.

O inquérito foi dirigido pelo Ministério Público e pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária.