O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis) anunciou hoje a detenção de um casal suspeito de burlar 33 idosos através de um esquema ilícito envolvendo ouro, que terá rendido aos alegados burlões mais de 100 mil euros.

«O homem abordava as vítimas, preferencialmente idosos, oferecendo-lhes ardilosamente uma caixa de relógios de suposto "grande valor", pedindo que lhe mostrassem ou dessem em troca o ouro que possuíam. Quando não concretizava os intentos de forma subtil, fazia uso de um creme, que colocava nas mãos das vítimas e puxava bruscamente os anéis dos dedos dos idosos, fugindo do local numa viatura», explica o Cometlis, em comunicado.

O comandante da Divisão da PSP de Loures informou esta tarde, em conferência de imprensa, que a investigação teve início há seis meses, estando, até ao momento, «confirmadas 33 situações de roubo» a idosos entre os 60 e os 90 anos, maioritariamente mulheres.

António Resende da Silva acredita, contudo, que este número possa aumentar com o decorrer da investigação.

O homem, de 48 anos, e a mulher, de 34 anos, sem nenhuma atividade profissional conhecida, foram detidos na segunda-feira em Loures.

Durante as buscas domiciliárias realizadas na zona da Apelação, concelho de Loures, e no Crato, concelho de Portalegre, a polícia apreendeu três viaturas, uma das quais de alta cilindrada, várias peças em ouro avaliadas em seis mil euros e dois telemóveis, material suspeito de ter sido obtido através da atividade ilícita do casal.

O comandante da Divisão da PSP de Loures acrescentou que o modo de atuação dos detidos passava por "uma abordagem direta com as vítimas, feita porta a porta", e que os mesmos terão levado a cabo as alegadas burlas na Área Metropolitana de Lisboa e noutros concelhos da margem sul do rio Tejo.

António Resende da Silva deixou ainda um aviso à população.

«Desconfiem sempre de uma situação como esta ou outras que envolvam a troca ou venda de ouro. Normalmente os alvos escolhidos são pessoas altamente vulneráveis. Quem pratica este tipo de ilícito são pessoas bem-falantes e ardilosas que conseguem ludibriar as vitimas», alertou o responsável policial.

Os suspeitos, já com antecedentes criminais, vão ser hoje presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Loures para aplicação das medidas de coação.