A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Braga vai seguir o irmão menor do rapaz de 15 anos que se suicidou no último sábado. Nélson Antunes e a família tinham sido acompanhados por aquela Comissão, «entre março de 2012 e setembro de 2012».

«Dado que o jovem e os irmãos já tinham sido seguidos por esta Comissão e como ainda existe um irmão menor, e posto o que aconteceu agora, estamos a ver qual a situação do irmão menor», revelou ao tvi24.pt Nélia Pereira, presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Braga.

A responsável assegura que a Comissão não foi alertada recentemente por nenhuma das entidades que acompanhavam diariamente o jovem para qualquer problema e que desde setembro de 2012 que ele não era seguido por aquela entidade.

Nélia Pereira afirma ainda que as razões que conduziram ao acompanhamento do jovem e da família em 2012 «nada tiveram a ver com a vida escolar ou com bullying».

De acordo com um amigo do jovem, Nélson Antunes chegou a ficar «todo nu no recreio da escola». Há também colegas que garantem que Nélson era maltratado e que já tinha ameaçado suicidar-se. «Era um rapaz muito amargurado e, de vez em quando, dizia que estava farto da vida e disto tudo», conta outra colega, citada pelo CM.

No entanto, a GNR de Braga diz que «para já» não há indícios de bullying.

Acompanhamento psicológico reduzido

O jovem já tinha estado sinalizado pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Braga (CPCJ), mas as razões «nada teriam a ver com a vida escolar ou com bullying» e o processo foi encerrado em Setembro de 2012, garantiu Nélia Pereira, presidente da CPCJ de Braga ao tvi24.pt.

Nélson estaria medicado por um psiquiatra e tinha acompanhamento psicológico na escola. Mas, por causa da redução do número de psicólogos nas escolas, este acompanhamento não seria já muito frequente.

Nélson terá deixado duas cartas. De acordo com o JN, uma seria dirigida à namorada, em tons de despedida. A outra seria para os familiares, com indicações onde encontrar o corpo.