Militares da extinta brigada de trânsito da GNR entregaram esta segunda-feira aos vários grupos parlamentares uma petição com 8.285 assinaturas a exigir a sua integração na nova Unidade Nacional de Trânsito (UNT), refere a Lusa.

Os militares da ex-BT estão «descontentes» com as alterações introduzidas e querem ser integrados na UNT, unidade que herdou «todas as insígnias, fardamento, crachás, estandarte nacional e até o dia de aniversário que sempre pertenceu à BT»

No âmbito da regulamentação da Lei Orgânica da GNR, que entrou em vigor a 01 de Janeiro, a BT foi extinta e cerca de 2.000 militares foram colocados nos destacamentos de trânsito dos 18 comandos territoriais de Portugal Continental.

Para a nova Unidade Nacional de Trânsito foram transferidos 160 efectivos da ex-BT, que estão em Lisboa e Porto, únicos locais que dispõem desta unidade especializada, apesar de realizar missões em todo o país.

Os militares foram hoje à tarde recebidos pelos grupos parlamentares, a quem entregaram a petição com mais de oito mil assinaturas.

Segundo o cabo chefe Moreira, que representa os militares, não foi possível entregar o documento ao presidente da AR, Jaime Gama, porque o encontro não estava agendado.

«Aguardamos a data em que o presidente da AR nos vai receber, uma vez que queremos entregar a petição pessoalmente», disse o cabo chefe Moreira, que se reformou há três anos.

Segundo o mesmo responsável, a reacção de todos os grupos parlamentares foi «positiva» e estão sensibilizados para a questão, havendo alguns que já estavam «muito bem informados sobre a injustiça em causa».

Os militares estão descontentes por «deixarem de pertencer a uma unidade especializada, como era a BT, para ficarem sob a alçada dos comandos territoriais», explicou um elemento da extinta Brigada de Trânsito.

Segundo o militar, foi extinta uma unidade especializada e outra foi criada com a mesma especialidade, mas cerca de 2.000 elementos ficaram de fora «sem qualquer explicação» e «hipótese de ingressar na UNT».

Estes militares desconhecem quais foram os critérios de selecção para ingressar na UNT e criticam a «forma informal» como tiveram conhecimento das transferências para os destacamentos de trânsito, deixando assim de pertencer a uma unidade especial.