O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje já ter manifestado solidariedade com a Bélgica, declarando que o combate ao terrorismo é “de longa duração” e tem de “mobilizar a todos”.

“Este combate contra o terrorismo é um combate que nos tem de mobilizar a todos”, afirmou o chefe do executivo aos jornalistas no início da visita que efetua ao mercado dos Lavradores, no Funchal, no âmbito da primeira deslocação oficial que realiza à Região Autónoma da Madeira.

António Costa acrescentou que este é “um combate de longa duração, não é um combate que se resolva rapidamente” e que “exige um combate em profundidade, uma cooperação institucional cada vez mais forte”.

Bruxelas foi hoje de manhã abalada por dois atentados, com duas explosões no aeroporto e mais duas no metro da capital da Bélgica, que fizeram pelo menos 26 mortos e dezenas de feridos.

A procuradoria belga já confirmou que, no caso do aeroporto, tratou-se de um atentado terrorista suicida.

Segundo o governante, o combate também passa pela “promoção do diálogo intercultural e com uma intervenção profunda naquilo que são as periferias, muitos bairros críticos, porque há um problema de inserção que é necessário fazer face"

Para o primeiro-ministro, é necessário resolver e responder aos problemas de forma a que as sociedades “possam sentir maior sentimento de segurança”, de forma a se “erradicar efetivamente” este fenómeno do terrorismo.

António Costa informou ainda já ter manifestado a sua “profunda solidariedade e condolências” aos governantes e ao povo da Bélgica.

O primeiro-ministro destacou ainda que “não há nenhuma alteração do nível de segurança” em Portugal, adiantando que os ministros da Administração e da Justiça “estão a coordenar as diferentes informações e se houver necessidade de fazer alguma reavaliação, será feita.

“Para já [ao início da manhã] não temos nenhuma indicação que justifique o nível de segurança”, sublinhou.

Sobre a necessidade de adoção de novas medidas, António Costa disse que os países “não podem estar a responder por impulso cada vez que há um atentado”, salientando que é preciso haver “concentração em executar as medidas que estão adotadas e ter consciência que este é um combate de longa duração e que nos tem de envolver a todos”, concluiu.

Nível de segurança em Portugal mantém-se

A secretária-geral do Sistema de Segurança Interna revelou hoje todas as forças de segurança da Unidade de Coordenação Antiterrorismo estão a acompanhar os acontecimentos de Bruxelas, mantendo-se o nível de alerta em Portugal.

"Todas as Forças e Serviços de Segurança que integram a Unidade de Coordenação Antiterrorismo estão a trabalhar em completa articulação e a acompanhar os acontecimentos que estão a ocorrer em Bruxelas, mantendo contacto com as suas congéneres e recolhendo todos os dados necessários à sua avaliação", informou, em comunicado, o gabinete da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna.