Um cidadão brasileiro suspeito de liderar um grupo que em 2009, a partir de Valença, assaltou vários hotéis de luxo de Vigo, na Galiza, foi extraditado por Portugal para Espanha, informou esta segunda-feira fonte do Corpo Nacional de Polícia.

A investigação a este caso levou em 2009 à detenção do homem de 30 anos, através da colaboração da Polícia Judiciária portuguesa, tendo entretanto envolvido um pedido de extradição do suspeito pelas autoridades espanholas, o qual foi entretanto concretizado, indicou a mesma fonte.

O alegado cabecilha do grupo, de quatro elementos brasileiros com residência em Valença, está indiciado por seis crimes de assalto com intimidação, associação criminosa e posse ilegal de armas de fogo, entre outros ilícitos.

Os factos aconteceram entre janeiro e fevereiro de 2009, quando, segundo fonte do Corpo Nacional de Polícia de Espanha, um «violento grupo armado brasileiro» perpetrou pelo menos cinco assaltos a hotéis de luxo em Vigo e um outro numa gasolineira em Porrinho, também na Galiza.

O montante dos furtos, segundo a polícia espanhola, ascende a 14 mil euros.

A investigação promovida em Espanha concluiu que um dos elementos do grupo visitava os hotéis como cliente, sempre à noite, pedindo preços da estadia e sobre o serviço como forma de «estudar» a segurança existente.

Já completo, o grupo regressava poucos minutos depois, com todos os elementos encapuzados e munidos de armas de fogo, obrigando os rececionistas a entregar todo o dinheiro existente em caixa.

Numa das situações ainda dispararam pelo menos um tiro e noutro caso prenderam e amordaçaram o rececionista do hotel.

Fugiam depois em direção à fronteira, em carros alugados em Portugal, com a polícia espanhola a sublinhar que o grupo tinha a sua base de operações em Valença, junto à fronteira com a Galiza.

Os quatro elementos do grupo foram identificados pela polícia espanhola - suspeitos de outros assaltos cometidos na região galega -, tendo sido solicitada a colaboração da Polícia Judiciária portuguesa na sua detenção, concretizada ainda em fevereiro de 2009.

Numa vivenda em Valença, utilizada pelos suspeitos, os inspetores da Polícia Judiciária encontram diversos objetos provenientes dos assaltos, bem como material utilizado nos mesmos, nomeadamente armas, além de munições.

O processo só agora ficou concluído, com a concretização do pedido de extradição a Portugal do alegado cabecilha do grupo, formalmente imputado pelas autoridades espanholas por estes crimes.

O suspeito já foi ouvido por um juiz espanhol, que decretou a sua prisão preventiva no estabelecimento prisional galego de A Lama, em Pontevedra, enquanto aguarda julgamento.

A polícia espanhola não adiantou qualquer informação sobre a situação dos restantes três elementos do grupo.