Um novo sismo foi sentido no Minho, este sábado de manhã. O abalo, com epicentro a cerca de quatro quilómetros a norte-nordeste de Vila Verde, no distrito de Braga, ocorreu às 11:36 e teve uma magnitude de 2,9 na escala de Richter, de acordo com o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Não há registo de danos dada a fraca intensidade.

Trata-se do terceiro abalo sentido esta semana na zona. Na segunda-feira, dois sismos ocorreram de manhã também em Vila Verde, sendo pelo menos um deles sentido, o de 3,2 na escala de Richter. Já na terça-feira, foi registado um novo abalo, de magnitude 3,1 na escala de Richter, sentido pela população.

Desde o início da semana que vários tremores foram sentidos pela população daquela área. De acordo com a página do IPMA, foram já registados mais de 30 sismos em Vila Verde durante os últimos dez dias.

Sismos "são normais" na zona 

Os sismos sentidos durante esta semana em Vila Verde, no distrito de Braga, o último dos quais hoje, são normais para a zona, não tendo “nada de excecional” a energia libertada, associada à magnitude, segundo um especialista.

A energia libertada pelos sismos, associando à magnitude, não tem nada de excecional para a zona. São sismos que foram percecionados pela população e com epicentro muito próximo de zonas habitadas, o que faz com que seja comunicada a ocorrência”, disse à Lusa, Fernando Carrilho, geofísico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Um sismo de magnitude 2,9 na escala aberta de Richter com epicentro a cerca de quatro quilómetros de Vila Verde, no distrito de Braga, foi registado e sentido hoje.

Fernando Carrilho explicou ainda que, no contexto de Portugal continental, há “10 a 20 sismos que são sentidos pela população num universo de 1.500/2.000 por ano” e que são registados pela rede de instrumentos que ocupa o território.

Segundo o especialista, os sismos de Vila Verde não estão inseridos nas zonas de maior risco no contexto de perigosidade sísmica, já que, adiantou, no norte e noroeste de Portugal a perigosidade é “baixa”, o que “não quer dizer que não ocorram sismos de tempos a tempos e que sejam sentidos”.

“As zonas de maior perigo sísmico são as zonas do Algarve e Lisboa e vale inferior do Tejo, onde o risco é mais elevado”, sublinhou.