O Tribunal de Braga condenou a cinco anos de prisão efetiva o antigo gerente de uma delegação bancária de Forjães, Esposende, por alegadamente se ter apropriado de cerca de 240 mil euros pertencentes ao banco em que trabalhava.

O arguido foi condenado pelos crimes de burla qualificada e de falsificação de documentos agravada.

Terá ainda de ressarcir o banco da quantia de que se apoderou indevidamente.

O coletivo de juízes justificou a decisão de não suspender a pena pelo facto de não existir "relação de confiança" entre o tribunal e o arguido.

A juíza presidente sublinhou que o arguido "não deu mostras de se aperceber da gravidade da sua conduta", além de não ter feito ainda "qualquer contacto" no sentido de começar a ressarcir o banco.

Destacou ainda o largo período (7 anos) durante o qual o arguido pôs em prática o "esquema" para se apoderar do dinheiro do banco e o número de operações bancárias e documentos falsificados envolvidos no processo, para vincar que o ex-gerente bancário "tendência para praticar factos ilícitos".

O arguido foi, durante 20 anos, funcionário de uma delegação bancária em Forjães, Esposende, sendo que nos últimos 8 assumiu o cargo de diretor.

Entretanto, e segundo o tribunal, a sociedade da mulher começou a passar por dificuldades financeiras, acumulando dívidas que ascendiam a 100 mil euros.

Para regularizar essas dívidas e sustentar o modo de vida familiar, o arguido começou a cometer "irregularidades atrás de irregularidades" no banco, falsificando assinaturas de outras pessoas para levantamentos em numerário, livranças e propostas de aprovação de crédito.

Uma atuação que, segundo o tribunal, "foi sempre em crescendo" e que o arguido só parou "quando foi descoberto", reporta a Lusa.