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Trabalho infantil em Braga

União de Sindicatos diz que apresentou denúncia. Autoridade para as Condições de Trabalho diz «desconhecer»

Por: tvi24 / PP  |  10- 3- 2010  20: 45

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Crianças abandonadas

A Autoridade para as Condições de Trabalho garante que não registou nenhuma ocorrência de trabalho infantil no distrito de Braga, ao contrário do que afirma a União de Sindicatos que diz ter-lhe denunciado sete casos.

Em declarações à Lusa, Luís Castro disse que a ACT não conhece nenhum caso de trabalho infantil, em Braga, nos últimos meses, acrescentando que não recebeu qualquer denúncia feita por aquele organismo sindical.

Pelo contrário, o coordenador da União, Adão Mendes afirmou à Lusa que a estrutura detetou sete casos de trabalho infantil em seis empresas do distrito, os quais foram já participados à Autoridade das Condições de Trabalho.

Adão Mendes afirma que os casos foram, de resto, reportados por um relatório interno da estrutura estatal, e alega que há mais casos já descobertos pelos sindicatos.

O sindicalista sublinha que, se a ACT não enviar o assunto para os tribunais, fá-lo-á a própria União de Sindicatos.

Confrontado com a afirmação, Luís Castro disse que não há nos serviços qualquer denúncia que tenha sido confirmada: «a União de Sindicatos que diga a qual serviço desta direcção geral foi enviada a denúncia».

O sindicalista assegurou, por seu lado, que os casos foram sinalizados - com obtenção e registo de provas - pelo organismo sindical (ligado à CGTP) tendo depois sido comunicados à ACT, que agiu em conformidade multando as empresas.

Adão Mendes disse que «há mais empresas com crianças a trabalhar no distrito», frisando que já foram obtidas provas contra elas, estando, agora, os casos nas mãos do organismo estatal.

O dirigente sindical escusa-se a adiantar o nome e a localidade das empresas que recorreram a trabalho infantil, sublinhando que «se trata de defender os direitos das crianças e das famílias envolvidas».

Além de provas testemunhais e de imagem, a USB contactou os progenitores dos menores, para lhes comunicar da ilegalidade da situação e analisar a sua precária situação sócio económica já que, «como é natural são famílias afetadas pela crise e pelo desemprego».

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